18 de julho de 2015

SLOGAN

Slogan. Na velha Escócia, era o grito de guerra dos clãs. A palavra slogan evoca uma ideia de fórmula repetida até a obsessão, como um estribilho enfadonho ou um serrar estridente. Eles representam a forma mais sintética de posicionamento da empresa. Entendemos posicionamento como a forma como a marca é vista na mente do consumidor. O slogan é o espaço ideal para a afirmação do posicionamento, da personalidade da marca.


Celso Figueiredo (Redação Publicitária; Sedução pela Palavra; págs; 52 e 53)



O slogan é um aliado incontestável de toda e qualquer ideologia. Em geral, o slogan é uma conclusão, visto que encerra em si todo o posicionamento de um produto, serviço ou marca, ou uma palavra de ordem, o call to action, no jargão publicitário, o imperativo, a chamada para o consumo, uma frase de efeito, assertiva enxuta, e, sendo assim, tem a mesma função do verso final, da chave de ouro, num soneto.

O slogan, por sua vez, costuma ser uma frase curta, às vezes duas, não ultrapassando em geral oito palavras. Seu reino é da razão, já que é sempre o fecho de uma mensagem, a peroração de um discurso deliberativo. Enquanto o haikai se fixa na emoção ou na percepção momentânea de algo ou de circunstâncias gerais, o slogan se apóia na razão. O haikai louva o homem e a natureza; o slogan fundamenta a civilização e a cultura. O haikai é o espírito; o slogan, a matéria. O haikai é religioso; o slogan, profano. O haikai é uma obra de arte sutil; o slogan, um artifício útil para seduzir. Mas ambos são construídos com poucas palavras - um mínimo que nos fascina pelo máximo de comunicação que contém.


João Anzanello Carrascoza (Redação Publicitária: estudos sobre a retórica do consumo; págs: 57, 58 e 59)

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