23 de junho de 2015

FREUD ANALISA CHAPLIN

Felizmente, Freud registrou uma viva análise das conexões entre o trabalho de Chaplin e a psicologia: (...) Ele, indubitavelmente, é um grande artista; certamente, sempre retrata uma única e a mesma figura: somente o jovem fraco, pobre, desamparado e desajeitado, para quem, no entanto, tudo acaba bem. Agora, você acha que ele se esqueceu de seu próprio ego para esse papel? Pelo contrário, ele interpreta sempre a si mesmo, em sua juventude sombria. Ele não pode se livrar daquelas impressões e até hoje obtém compensação pelas frustrações e humilhações de seu passado. Ele é, por assim dizer, um caso excepcionalmente simples e transparente. A ideia de que as realizações dos artistas estão intimamente ligadas com suas memórias, impressões, repressões e desapontamentos infantis já nos trouxe muita compreensão, e, por isso, se tornou muito preciosa para nós.

David Robinson (CHAPLIN - uma biografia definitiva; pág: 445)

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