27 de abril de 2017

WATSON (IBM)


Os sistemas computacionais são ferramentas úteis para o nosso trabalho e entretenimento, mas e se eles  pudessem realmente nos tornar mais saudáveis, encontrar curas de doenças, ajudar em nossas rotinas e até mesmo planejar um casamento? É isso que a era da computação cognitiva nos reserva. Um bom exemplo disso é o IBM Watson, que pode fazer tudo isso de maneira bem ágil. Ele pode, por exemplo, interpretar dados não estruturados vindos da web (em qualquer formato, seja vídeo, texto ou foto), como faz um ser humano, mas com a velocidade de uma máquina com tecnologia de ponta. É daí que vem o nome de computação cognitiva, já que a cognição é o processo por meio do qual nós adquirimos conhecimentos a partir dos nossos sentidos. Esses dados sem ordem lógica representam 80% dos conteúdos da internet atualmente. Eles foram criados por humanos para outros humanos, por isso, sistemas comuns não conseguem interpretar as informações com a mesma eficiência. À sua maneira, o IBM Watson pode pensar, graças a algoritmos complexos de inteligência artificial baseados em redes neurais e na tecnologia de aprendizagem chamada deep learning. Por dia, 2,5 bilhões de gigabytes de informações da web são processadas para que ele se torne ainda melhor.

A interação com o IBM Watson pode ser por texto ou voz, ele pode compreender comandos em linguagem natural. Diferentemente de outros sistemas, ele tem a capacidade de interpretar o contexto das situações. Ou seja, é como se você estivesse conversando com um assistente que tem super poderes, bem ao estilo Jarvis, do Homem de Ferro. Conforme os humanos interagem com o IBM Watson, o sistema aprende mais e mais sobre o complexo processamento de linguagem. Ele varia de idioma para idioma, mas se baseia em três pilares: gramática, estrutura e relação de palavras. É por isso que o IBM Watson sabe que a manga da sua camisa não é uma fruta e o banco da praça não é uma instituição bancária. Essa capacidade de entender o que é dito pelos humanos, e não apenas converter voz em texto, é o principal diferencial do IBM Watson em relação à Siri, do iPhone.

O IBM Watson foi criado em 2003 e recebeu seu nome em homenagem ao fundador da IBM, o empresário norte-americano Thomas Watson. Hoje, a era da conectividade de alta velocidade e a proliferação de smartphones permite que o IBM Watson seja usado a partir da nuvem, que é como essa tecnologia de computação cognitiva chegou ao Brasil, em 2014, já falando e entendendo o nosso português. Ou seja, o IBM Watson, em si, é uma plataforma de inteligência artificial.

Fonte: Gizmodo Brasil (Jul/2016)


A cognição é praticamente tudo o que os humanos fazem, como entendimento de linguagem, percepção, julgamento, habilidades motoras, aprendizado, processamento espacial e comportamento social. Cada vez mais, esperamos que as máquinas que usamos apresentem o mesmo comportamento cognitivo. O IBM Watson representa um primeiro passo para sistemas cognitivos, uma nova era da computação. Além de usar computação programática, o Watson possui três capacidades que o tornam verdadeiramente único:

* Processamento de Linguagem Natural
* Geração e Avaliação de Hipóteses
* Aprendizado Dinâmico

O IBM Watson é um sistema de resposta a perguntas em linguagem natural que não usa respostas preparadas, mas determina suas respostas e pontuações de confiança associadas, que são baseadas em conhecimento adquirido.

Antes de o IBM Watson poder responder perguntas do usuário, ele precisa ter uma base de conhecimento contendo informações a partir das quais possa formular respostas corretas. O Watson pode absorver vários formados de conteúdo, incluindo DOCX, DOC, PDF, HTML e texto. Esses formatos representam a maioria do conteúdo não estruturado disponível.

O IBM Watson fornece um conjunto baseado na web de ferramentas chamado Watson Experience Manager. Com as ferramentas, é possível:

* Carregar e gerenciar documentos
* Criar e gerenciar uma base de conhecimento
* Criar dados de treinamento para ajudar a ensinar o Watson sobre seu domínio
* Testar o Watson usando uma UI simples de instalar enviando perguntas e visualizando as respostas retornadas
* Monitorar e visualizar os relatórios de uso

O IBM Watson une esses recursos eficientes de uma maneira nunca feita antes, resultando em uma mudança fundamental na maneira como as empresas veem a solução rápida de problemas. O IBM Watson é um sistema de resposta a perguntas em linguagem natural que não usa respostas preparadas, mas determina suas respostas e pontuações de confiança associadas, que são baseadas em conhecimento adquirido. O Watson inspirou muitos desenvolvedores a sonhar com ideias novas e criativas para aplicativos que usam elementos cognitivos para entregar uma experiência melhor e mais customizada ao usuário. Aplicativos desenvolvidos com o Watson podem ir além do simples processamento de dados para encontrar correlações, criar hipóteses e aprender com os resultados.

Características de um Sistema Cognitivo

* Navegam nas complexidades da linguagem humana e do entendimento
* Absorvem e processam grandes quantidades de dados estruturados e não estruturados (Big)
* Geram e avaliam inúmeras possibilidades
* Pesam e avaliam respostas baseadas apenas em evidências relevantes
* Fornecem orientação específica para a situação, insights e orientação
* Melhoram o conhecimento e aprendem com cada iteração e interação
* Habilitam a tomada de decisão no ponto de impacto
* Dimensionam-se em proporção à tarefa

Esses sistemas aplicam características semelhantes às de humanos para transmitir e manipular ideias. Quando combinados com os pontos fortes inerentes de computação digital, eles podem solucionar problemas com maior precisão, mais resiliência e em uma escala de maior dimensão. O Watson é um exemplo de um Sistema Cognitivo. Ele pode desenredar a linguagem humana e identificar inferências entre passagens de texto com alta precisão semelhante à de um humano a velocidades muito mais rápidas e em uma escala muito maior que qualquer humano. Uma abordagem baseada em regras exigiria um número quase infinito delas para capturar todos os casos que podemos encontrar na linguagem.

Fonte: IBM/DeveloperWorks (Jun/2014)






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