14 de novembro de 2018

VALIDAÇÃO DE IDEIAS

Quando você pensa em explicar o problema, seja para uma plateia, um investidor ou um cônjuge, deve pensar em termos de problemas. Algo está faltando. As pessoas que querem estar conectadas não estão. As pessoas estão insatisfeitas com um serviço que já está sendo oferecido a elas, ou não conseguem imaginar como encontrar algo melhor. (...).


CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO:

01 - Validação do cliente:
Entrevistou clientes potenciais/alvo?
Integrou o feedback ao produto?
Construiu uma base de fãs e futuros clientes?

02 - Modelo de negócio:
Diferenciou-se da competição?
Definiu sua estratégia de lançamento e conquista de clientes?
Articulou clara e realisticamente seu modelo de receitas?

03 - Execução:
Desenvolveu um protótipo funcional?
Executou bem como equipe? (...).

Abaixo, estão algumas perguntas que o Dan, do Big Kitty Labs, pergunta sobre todos os protótipos de sua equipe, que também são vitais para o Startup Weekend:

O que é?
Por que preciso disso?
O que faz?
Quem o utiliza?
Como se ganha dinheiro com isso?
Como agrega valor?
Quem escreveria sobre ele?
Como funciona?
Com o que conta para funcionar?
Como é (em termos de experiência)?
De onde vêm os dados?
Quais são as barreiras, as caixas pretas e as questões que você ainda não tem ideia de como responder?

Marc Nager, Clint Nelsen e Franck Nouyrigat (Startup Weekend; págs: 57, 91 e 93)

13 de novembro de 2018

PITCH

As pessoas se distraem se você não ganhar seu interesse com as primeiras palavras que saem de sua boca. Quais perguntas responder para utilizar o tempo com inteligência:

5 a 10 segundos: Quem é você?
10 a 20 segundos: Qual o problema que seu produto/serviço resolve?
10 a 20 segundos: Qual a solução?
5 a 10 segundos: De quem você precisa na equipe?

Marc Nager, Clint Nelsen e Franck Nouyrigat (Startup Weekend; pág: 54)

29 de outubro de 2018

REINTEGRAR-SE



Em 1989 foi lançado o jogo Prince of Persia, que ficou mundialmente famoso pela inovação em seus gráficos. É um jogo muito legal pra sua época, e marcou minha infância. O objetivo é atravessar calabouços e enfrentar soldados para resgatar a princesa. Todo o jogo deve ser completado em 60 minutos, tempo em que um feitiço fará efeito. Pra mim, algo marcou neste jogo. Em dado momento, um espelho surge do nada e bloqueia o caminho. A espada não pode quebrá-la, e a única forma de atravessar é se jogar de corpo inteiro no espelho. Quando o espelho é atravessado, uma sombra é projetada saindo do espelho (no sentido oposto) e esta sai correndo. Um holograma seu ganha vida.

Ao longo do jogo, a sombra parece fugir, ou dificultar sua vida, mas nunca num confronto direto. Muitos momentos depois, já próximo ao final do jogo, a sombra reaparece. Diferente das outras vezes, frente a frente. O natural é puxar a espada. A sombra puxa também. Mas cada golpe desferido também reduz sua própria vida. Não há como ganhar de si mesmo. A única forma de não morrer é não manter a espada em punho, andar em direção a sombra, e reintegrar-se com ela. Mesmo jogando enquanto criança, achei aquilo fantástico, muitíssimo interessante. No jogo é preciso morrer uma vez pra perceber que não é uma luta entre você e o outro. É preciso morrer outra vez pra perceber que não é uma luta entre você e você mesmo. Finalmente, você percebe que não é uma luta.

Delson Barros