24 de outubro de 2012

CRER NÃO É PRECISO

Por: Diego Cosmo

Começo a pensar que Deus, definitivamente, não faz a menor questão que acreditemos Nele, Deus não é algo a se crer, Ele não se faz assim, Ele é algo a se ter fé. Se nos fosse inerente crer Nele em nossa existência, tudo seria claro mas tudo é mistério.. Por que? Porque Ele "não" existe, vemos Deus no campo do invisível, somente a fé nos possibilita tal diálogo. No contrário seria possível, de alguma forma, mapearmos toda a natureza Dele, sua personalidade etc. Já que crer subentende-se uma certeza.

"Deus, a fonte de todas as primeiras intenções, é aquele que tudo vê, mas que, exatamente por isso, não é visível. Porque o que é visível atende ao que se quer ver. Deus é invisível porque não atende aos desejos políticos de nosso olhar.Nilton Bonder

Diante de tais colocações é preciso estabelecermos, na tentativa de validar o que já foi posto, pressupostos básicos, vou partir de dois que certamente concordamos, no contrário, certamente o resto do texto não será de nenhuma relevância, vamos aos pressupostos: 1) Deus é Amor e 2) esse Amor é incondicional. Para começo de papo, sugiro que você pense o que entende por incondicional. Se 1) Deus é amor: Ele pode tudo aquilo que pode o amor, ou se mostra em tudo aquilo que seja manifestação de caráter amoroso. Logo o que não for dessa índole está fora do campo de atuação de Deus. E já não lhe diz respeito. 2) Se esse Amor é incondicional, ai vem as maiores e mais lindas implicações. Para que Ele possa nos amar não é preciso de nada a mais do que simplesmente existir, (Se há alguma condição, é essa, existir!). Apartir do momento em que preciso fazer algo, qualquer coisa além de existir, para ganhar seu amor, ou influenciá-lo, esse amor passa a ser condicional. Quando preciso de um livro, inclusive a bíblia, para Conhecê-lo, isso já é uma condição, quando preciso ao menos crer Nele para receber algo, seja até mesmo apenas uma simpatia, isso também é uma condição.

Em última análise, Deus não nos ama pelo que fazemos ou deixamos de fazer, isso anularia a graça e até mesmo o perdão tão falado nas igrejas, "as suas misericórdias não tem fim; renovam-se a cada manhã". Seria pretensioso da parte Dele propor algo em que Ele mesmo seria incapaz de fazer. Ele é até para os ateus, seria muita arrogância de um deus desejar que acreditemos nele para nos disponibilizar algo, Deus é Deus. Em nossa árdua tarefa de vivermos a vida ao lado dos mistérios que nos cercam, é necessario, ao menos, um esforço em nos esvaziarmos na tentativa de Compreendê-lo melhor, tendemos sempre a entendê-lo apartir de nós mesmos, impossível ser apartir de outra coisa/ser, então nesse momento se entra na difícil empreitada de nos diminuir o máximo possível, de todas as nossas pretenções ás nossas segundas intenções. Boa sorte para nós...

2 comentários:

Wendel Cavalcante disse...

Pensei imediatamente em quatro músicas a partir desse texto, não para refutar ou rebater, mas para colocar outros ingredientes:
Tempos Modernos, de Lulu Santos
http://www.youtube.com/watch?v=5ccV-L1jNoc&feature=related
Andar com fé, de Gilberto Gil
http://www.youtube.com/watch?v=y6g83X6Lrwg
Monte Castelo, de Legião Urbana e Camões
http://www.youtube.com/watch?v=AKqLU7aMU7M
e Irmãos Coragem, de Milton Nascimento
http://www.youtube.com/watch?v=pAHdhru9lc4

Diego Cosmo disse...

Escutei as musicas, como falei a pouco lá, as musicas estao muito mais "liberais" :P sao as "lindas implicações" q me referi hehe