10 de março de 2016

"INSTINTO DE MORTE"

Repetir o que é bom tem sentido, mas é difícil para nós entender a compulsão para repetir o que nos faz sofrer. E, embora Freud tenha tentado explicar essa compulsão como parte de um conceito duvidoso chamado "instinto de morte", pode ser também interpretada como nossos vãos esforços para desfazer - reescrever - o passado. Em outras palavras, fazemos e repetimos e repetimos, na esperança de que dessa vez o fim seja diferente. Continuamos a repetir o passado - quando éramos desamparados e conduzidos -, tentando dominar e alterar o que já aconteceu.


Judith Viorst (Perdas Necessárias; pág: 82)

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