23 de março de 2016

A ORAÇÃO E OS LIMPOS DE CORAÇÃO

A oração é feita a um Deus transcendente, todo-poderoso, imutável, infinito, inominável, que conhece e, por isso, não se impressiona com aqueles que oram repetindo palavras, nem com aqueles que dão esmolas para serem visto pelos homens. Não se deixa comprar pela confissão labial: "Senhor, senhor...", não se curva diante das reivindicações daqueles que, mesmo tendo profetizado, expelido demônios ou feito milagres, nunca aprenderam a orar como estilo de vida em amizade e comunhão com o Pai. A estes o nosso Pai do céu dirá: "Nunca vos conheci... Não tivemos um único momento de comunhão e relacionamento paterno-filial". O pai que está no céu não é manipulável, é totalmente Outro, independente, indescritível, suficiente em si mesmo, inconfundível com qualquer ídolo. Ele já é santo, mas é necessário que a santidade dele se manifeste em nós. O discípulo ora para que venha o reino desse Pai e que tenha pleno domínio antecipado sobre a terra, assim como já o é no mundo celestial.

Os limpos de coração não tocam trombeta quando dão suas esmolas, não oram em pé nas praças para serem vistos pelos homens, não jejuam e depois se apresentam com o rosto desfigurado para impressionar as pessoas. Os limpos de coração estão revestidos de boas motivações, sinceridade, agem de maneira transparente em todas as áreas da vida. Sinceridade e integridade são as características mais evidentes dos limpos de coração.


Carlos Queiroz (Ser é o Bastante; págs: 96, 97, 155 e 156)

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