19 de fevereiro de 2016

EM DEFESA DO MURO




Em algum lugar no seu guarda-roupa, eu estaria disposto a apostar,
que há uma camiseta provavelmente com a silhueta de Che Guevara.

Ele foi revolucionário, sim, tinha um chapéu bem legal mas
por trás do design, acredito que vai descobrir que não é tão
simples assim.

Che era meio homofóbico, Che era meio homofóbico.
Che era meio homofóbico, Che era meio homofóbico. [2x]

Essa é minha música em defesa do muro, uma pequena música,
um hino à ambivalência, quanto mais você sabe, mais difícil vai ser
decidir sobre algo, realmente não importa se você buscar, você não
pode ver qual grama é a mais verde, as chances são que nenhuma das
duas sejam e de qualquer forma é mais fácil ver a diferença quando
se está sentado em cima do muro.

Em algum lugar em sua casa, eu estaria disposto a apostar, que há
uma imagem de um hippy risonho do Tibete - o Dalai Lama.
Ele é um cara adorável e engraçado, é bastante citado mas não
vamos esquecer que no passado no Tibet esses monges safados
costumavam sacanear os pobres, yeah.

E a linha budista sobre vidas futuras é a maneira perfeita de
impedir que os mais fracos melhorem de vida.

E ele diz que os pobres vão viver de novo mas ele é rico
agora, por isso é fácil para ele dizer.

Estou tocando em defesa do muro, eu tenho uma pequena banda
tocando hinos à ambivalência. Dividimos o mundo em terroristas
e heróis, em pessoas normais e esquisitos, em gente boa e
pedófilos, em coisas que lhe dão câncer e coisas que curam
câncer, e as coisas que não causam câncer mas há uma chance de
que causem câncer no futuro. Dividimos o mundo para parar de nos
sentirmos assustados. Entre errado e correto, entre preto e branco e
entre homens de verdade e fadas, entre status quo e assustador, sim,
queremos um mundo binário, binário, mas não é tão simples assim.

E o seu cão tem uma pegada de carbono maior do que um veículo 4x4. [3x]
E seu bebê também, talvez você deva trocá-lo por um prius.

Rock!

Estou tocando em defesa do muro, eu tenho uma pequena banda tocando
homenagens à ambivalência. Dividimos o mundo em liberais e viciados
em armas, em ateus e fundies, em abstêmios e drogados, entre químicos
e naturais, em ficcional e factual, em ciência e sobrenatural mas na verdade
não é tudo assim tão preto no branco. Você vai nos dividir em terroristas e
heróis, em pessoas normais e esquisitos, em pessoas boas e pedófilos, em
coisas que lhe dão câncer e coisas que curam câncer, e as coisas que não
causam câncer mas há uma chance que causem câncer no futuro.
Dividimos o mundo para parar de nos sentirmos assustados, entre errado
e correto, entre preto e branco e entre homens de verdade e fadas, em
papagaios e canários, sim, nós queremos o mundo binário, binário 011101

Quanto mais você sabe, mais fica difícil, de mudar de ideia, nem faz
diferença você achar que não, não dá pra ver qual grama é mais verde, as
chances são de que nenhuma das duas são e de qualquer forma é mais fácil
ver a diferença, porque não é tão simples assim.


Tim Minchin (The Fence)



* Tradução da letra no video - Clarion de Laffalot

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