5 de fevereiro de 2016

CONFIANÇA

Cus acreditava realmente que, em sua mente, é preciso ser o indivíduo almejado. Se quisesse ser o campeão mundial dos pesos-pesados, deveria começar a viver a vida de um campeão dos pesos-pesados. Eu tinha só 14 anos, mas acreditava de verdade na filosofia do Cus. Sempre treinando, pensando como um gladiador romano, em perpétuo estado de guerra em sua mente, mas no exterior aparentando estar calmo e relaxado. Ele estava praticando e me ensinando a lei da atração mesmo sem saber.

"Todos os dias, em todos os sentidos, vou ficar cada vez melhor". Cus disse que repetia essa frase quando teve catarata agressiva num olho e que ela o tinha feito melhorar. Ele me fez modificar as afirmações conforme minha própria situação. Então, ele me fazia dizer várias vezes durante todo o dia: "Eu sou o melhor lutador do mundo. Ninguém pode me derrotar. O melhor lutador do mundo. Ninguém pode me derrotar". Eu adorava fazer aquilo, adorava me ouvir falar de mim.

O objetivo de todas essas técnicas era aumentar a confiança do lutador. Confiança era tudo. Mas, para obter essa confiança, é preciso testar a si mesmo e se colocar na linha. A coisa não vem por osmose, do nada. Vem da mentalização constante e consistente, que ajuda a desenvolver a confiança que se deseja possuir.

Cus costumava dizer que o motivo para as pessoas serem melhores era o fato de sempre olharem para si mesmas de modo grandioso.


Mike Tyson (Mike Tyson: A Verdade Nua e Crua; págs: 47, 48 e 496)

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