9 de setembro de 2015

PLANO BRASIL NOVO OU PLANO COLLOR

Para as pessoas, o resumo do plano era o seguinte: a moeda mudaria de nome, de Cruzado Novo para Cruzeiro, haveria congelamento de preços e salários [que acabou por derrubar a atividade industrial e comercial] e, a partir daquela data, todo brasileiro, independentemente do valor que sua conta corrente registrasse, só poderia dispor de Cz$ 50.000 (cinquenta mil cruzeiros) - o restante do dinheiro seria confiscado pelo governo e somente retornaria à conta do vivente 18 meses após aquela data. A ideia era reter o dinheiro, baixar o consumo mecanicamente ao enxugar a economia e o dinheiro que circulava e, com isso, deter a inflação. Tinha lógica. Uma lógica primária. Sim, mas só no papel. Na prática, jogou o país novamente de joelhos.

Curiosamente, a ação de Collor foi justamente a acusação pública que o próprio presidente eleito fizera a Luiz Inácio Lula da Silva durante o segundo turno da campanha naquela eleição de 1989. No fim, foi Collor quem sequestrou a poupança.


João Wady Cury (Enquanto Eles Choram, Eu Vendo Lenços; págs: 48 e 78)

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