24 de agosto de 2015

INÍCIO DE BRIEFING

Muito embora não exista na prática uma estrutura única que oriente a confecção de um bom briefing, alguns pontos são obrigatórios. [Por: Epson Andrade de Carvalho]


A) A primeira coisa a ser discutida e esclarecida é o escopo do trabalho solicitado e a expectativa do anunciante quanto ao desenvolvimento e resultado do serviço prestado. Se não houver concordância neste primeiro passo, pare.

B) Conhecer a estratégia e objetivos da empresa e as outras ações de marketing que serão desenvolvidas paralelamente ao trabalho encomendado torna-se essencial para o alinhamento e integração dos esforços.

C) Outro tópico que precisa ser dissecado à exaustidão é o mercado-alvo, aprofundando-se o conhecimento das características demográficas, geodemográficas, psicográficas e todas as informações referentes a utilização do produto ou serviço.

D) Não podem pairar dúvidas a respeito do posicionamento da marca existente ou da proposição de posicionamento no caso de um lançamento.

E) Os produtos e ações concorrentes devem ser tão conhecidos quanto os produtos e ações do cliente da agência. Por meio de quadros sinópticos comparativos, e principalmente imparciais, os produtos devem ser confrontados em termos de características, atributos e benefícios.

F) Como último lembrete, o registro da verba de propaganda deve ser estipulado à luz da expectativa do anunciante e da realidade dos custos envolvidos. Não se deve cair na armadilha de aceitar uma verba insuficiente que frustre os resultados desejados ou, no sentido oposto, uma verba generosa o suficiente para criar desconfiança futuras no relacionamento entre agência e anunciante.


Zeca Martins (Propaganda é Isso ai!; págs: 43 e 44)

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