18 de junho de 2015

BRIGUINHAS

Diabos, eu falhara até com as mulheres. Três esposas. Nada realmente errado de cada vez. Tudo destruído por briguinhas à toa. Implicância por nada. Ficar puto por tudo e por nada. Dia a dia, ano a ano, ralando. Em vez de se ajudar um ao outro, a gente se cortava todos os dias, por uma coisa e outra. Uma aporrinhação infindável. Torna-se uma competição barata. E, uma vez que a gente entra, vira um hábito. Parece que não vai conseguir sair. A gente quase não quer sair. E de repente sai. Completamente.


Charles Bukowski (Pulp; pág: 146)

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