11 de fevereiro de 2015

OS MEIOS NÃO JUSTIFICAM OS FINS

Por: Diego Cosmo

Matar mil com uma ferramenta chamada bomba é uma coisa, matar mil com um tiro de pistola em cada um é outra e matar todos os mil a facada é outra bem diferente, a pergunta é: por que teríamos, mesmo se o fossem indiferente a forma de morrer, mais coragem de matar mil de uma só vez com uma bomba se o dano é o mesmo? Me pergunto até que ponto, em geral, a tecnologia nos serve de ponte para a expressão do nosso ser para com o que nos rodeia. Diante das catástrofes do mundo, antes de levantarmos os punhos aos céus, nos perguntemos como se deu o acontecido. Uma arma na mão dum assassino, culpado é ele antes do que quem inventou a arma. Por que com as tecnologias que nos rondam desde o berço à velhice haveríamos de culpá-las como se tivessem parte em nossas ações?

Antes de falarmos que certos comportamentos não são mais ou mesmos por conta de determinadas tecnologias, a evolução da internet, as várias formas de conexões etc. Deveríamos nos questionar se nossa natureza humana somente expressada atualmente é o que tem sido em si por faltas anteriores de certas liberdades, ou possibilidades de expressão somente vindas com o advento das várias ferramentas de comunicação que só viemos a ter nos dias atuais.

Independente de qualquer coisa, algo que nos é inerente é a liberdade de escolher a forma de se portar em frente a qualquer realidade que se apresente. Antes de quaisquer meios, existem os princípios que deveriam nos guiar aos fins. E antes que algo além de nós tenham princípios éticos/morais, já não estaremos fazendo parte desse planeta, concretamente as máquinas poderão governar ao seu modo.

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