3 de julho de 2014

"ESCOLHE UM TRABALHO DE QUE GOSTES, E NÃO TERÁS QUE TRABALHAR NEM UM DIA NA TUA VIDA"

Foi a indústria que separou o lar do trabalho, a vida das mulheres da vida dos homens, o cansaço da diversão. Foi com o advento da indústria que o trabalho assumiu uma importância desproporcionada, tornando-se a categoria dominante na vida humana, em relação à qual qualquer outra coisa - família, estudo, tempo livre - permaneceu subordinada.

Contudo, a plenitude da atividade humana é alcançada somente quando nela coincidem, se acumulam, se exaltam e se mesclam o trabalho, o estudo e o jogo, isto é, quando nós trabalhamos, aprendemos e nos divertimos, tudo ao mesmo tempo. Há um pensando zen que expressa com perfeição esta forma de vida, tanto no seu aspecto prático como no seu estado de espírito: 

"Aquele que é mestre na arte de viver faz pouca distinção entre o seu trabalho e o seu tempo livre, entre a sua mente e o seu corpo, entre a sua educação e a sua recreação, entre o seu amor e a sua religião. Distingue uma coisa da outra com dificuldade. Almeja, simplesmente, a excelência em qualquer coisa que faça, deixando aos demais a tarefa de decidir se está trabalhando ou se divertindo. Ele acredita que está sempre fazendo as duas coisas ao mesmo tempo."


Domenico de Masi (O Ócio Criativo, págs. 152 e 153)

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