4 de setembro de 2013

POR QUE A MAIORIA DAS EMPRESAS BRASILEIRAS NÃO ENRIQUECE?

O Brasil não pratica seu capitalismo nem na constituição, nem no comportamento social. Não vi nenhuma eleição com valores capitalistas vencer. Os discursos são sempre de combate a pobreza, redução da desigualdade social, melhoramento dos serviços públicos e para todos os brasileiros (principalmente os pobres) – estes são valores socialistas. Tá, eu sei que a prática não condiz, mas nos atenhamos aos discursos que vencem, ou seja, são os valores aceitos pela prática social.

Não há capitalismo sem capital. Ele é o centro motor do modelo. Parece óbvio, mas na prática não. Já prestei consultoria a diversas empresas e as fiz crescer consideravelmente com uma simples mudança de perspectiva (mergulhando no capitalismo). A principal representação do capitalismo está nos bancos. Falar dos bancos é falar, não das maiores empresas, mas dos maiores lucros do mundo.

O Google é a marca mais valiosa do mundo, vale U$ 172 BILHÕES? Isso só vale aos bancos. A Microsoft está avaliada em centenas de bilhões de dólares? Só interessa aos bancos. E qual o negócio dos bancos? Dinheiro (o capital).

Portanto, se é tão óbvio que o principal e maior valor do capitalismo é o capital, então, porque a maioria das empresas insiste em vender produtos/serviços?! Calma. A saída não é fechar sua empresa e abrir um banco, mas vender dinheiro/capital através de qualquer produto ou serviço.

Trata-se de uma mudança de perspectiva. Restaurantes que vendem comida, ganham menos do que restaurantes que vendem entretenimento através da comida (uma maneira de vender capital é trazer a idéia de que o dinheiro está rendendo – não é isso que os bancos fazem com suas aplicações?)

Vi listas telefônicas e jornais de bairro vender anúncios, e sofrem para vender – falta empresa para tanto espaço. Mas, quem vende retorno, resultado e lucro (vende capital) vende fácil – falta espaço para tanta empresa.

Essa é a lógica dos agiotas, dos bingos, jogos de azar, etc. A mega sena oferece milhões, mas fatura muitos mais na ilusão de transformar R$ 1,50 em R$ 5 MILHÕES. Quando, na verdade, transforma 50 milhões em 5. Aí fica fácil, né? Doce ilusão capitalista que encanta e seduz.

Quando você olha por essa óptica, tudo muda de sentido. Promoções ganham uma outra perspectiva, liquidações, datas festivas, tudo muda.

A maioria das empresas brasileiras não enriquece, porque vende produtos.


2 comentários:

Levis disse...

Creio que não seria um total desvio do capitalismo... mas o emprego do Neocapitalismo que segundo a wikipédia, também é chamado de economia mista, é um termo utilizado para designar uma nova forma de capitalismo - surgido nas sociedades reconstruídas e tecnológicas do pós-guerra - que se caracteriza pela correção de seus excessos, mediante a aplicação de medidas visando ao bem estar social. Um de seus mais destacados representantes é o economista keynesiano Paul Samuelson.
Mas gostei da sua visão, realmente vejo as empresas perdendo tempo por não aplicar devidamente o entretenimento dentro dos seus produtos e serviços... não se reinventarem por si só!

Diego Cosmo disse...

Levis, diria que no Brasil, essencialmente, há um desvio do capitalismo e estamos longe da sensatez que parece ser o emprego do neocapitalismo. Capitalismo que digo é esse de vendermos dinheiro que ele fala no texto através de produto/serviço. Por exemplo, O McDonald's além de vender sanduíche, coisa que qualquer um vende, vende tempo! E digamos que tempo é dinheiro. Nas empresas daqui falta propor esse tipo de valor.

OBS: o post é de um amigo meu que estou aqui compartilhando através do meu blog.