9 de agosto de 2013

AMAR É COISA DE CRIANÇA

Por: Diego Cosmo

Maturidade no amor? Não há... Amar é justamente a capacidade de chorar feito menino. É essência que cresce da brincadeira, da sinceridade cuidadosa, aquela que sabe falar sem cortar a carne... Não se articula com uma das propostas incertas do tempo, a maturidade. É vento como a vida, frágil como a verdade. Carente de cuidado como a criança. Mas cheio de verdades que nos impulsionam. Para o bem, para o mal... Ingenuidade nem sempre é ausente de maldade, o que é tão ruim quanto o desleixo, quem ama tem pressa! Já viu menino fazendo birra por brinquedo? Poise... Mas besteira mesmo é pensar que ao se manifestar em nossa alma não poderá vir a ter consequências desastrosas...

Gera dependência, olha quanta disparidade em frente ao ensaio da maturidade em nos fazer independentes, onde já se viu algo maduro ser agonizantemente dependente como um amante de sua amada? Uma pista foi dada ao anunciarem que o Reino é das crianças. Amar é sentimento ingênuo por natureza, já nascemos recebendo isso, para isso, as vezes fruto disso e logo estamos amando, é o princípio de tudo, até reza, ou ora, os santos na nossa precária teologia... Enfim, seria outra coisa se não fossem assim. Uma pitada de coisa ilógica e por isso inconsequente em sua índole. Um risco típico dos artistas, mas quem nunca foi vítima? Apesar dos pesares, quem ainda não foi, não há porque se vangloriar. Porque é isso mesmo... Me lasco, me dano, me arrebento todo mas eternizo-me, poemizo-me, ardo-me e Sou como nunca fui antes... Apesar de tudo, tudo e tudo, viveria tudo outra vez para sempre contigo, meu amor...

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