16 de fevereiro de 2013

O CONVITE DO ÍNTIMO

Por: Diego Cosmo
A quem diga que somos tudo aquilo que conseguimos fazer, digo que somos tudo aquilo que sentimos em nosso íntimo, tudo aquilo que nos emociona de alguma forma. Porém o que chegamos a fazer mostra o quanto há de intenso no que sentimos. Nessa problemática vemos um dos nossos maiores dramas que nos acompanha, muitas vezes, durante toda a vida no qual consiste no que deveria, pelo menos, ser uma esforço constante de aproximar cada vez mais o discurso da prática.

Custei a perceber uma sutil diferença entre inteligência e sabedoria, há pessoas geniais em certas áreas que vivem longe da vida, outras já aos olhos de doutores são incapacitados mas vivem melhor. Afirmar a vida em sua natureza é percepção e coragem, está mais para a poesia. Mora naquela consciência íntima a semente do futuro mais promissor, nossa própria verdade, um convite a simplesmente sermos.


Diante da dinâmica de nossa existência todo fato é ficção, todo homem carrega o mito em si. Toda nossa racionalidade invariavelmente é emotiva. Todo amor é fenômeno natural.

2 comentários:

George Facundo disse...

Verdade cara! Vários anos na filosofia me demostraram que, de fato, muita gente tem conhecimento (capacidade de memorizar dados)mas poucas sabedoria... Saber ler a vida, e vivê-la de acordo com as virtudes. Muito legal sua reflexão cara! Grande abraço!

Diego Cosmo disse...

Grande filósofo, vc George!
um abração!