10 de novembro de 2012

JURAR FIDELIDADE JÁ É SER INFIEL

Por: Diego Cosmo
Jurar fidelidade já é ser infiel, fidelidade no final é amor, logo é sentimento, sendo sentimento, por natureza, a condição nos foge o controle, pois não controlamos nossos sentimentos, se assim fosse nem sequer sofreríamos, pois bastaria decidir não sentir mais sentimento doloroso algum. No ato de jurar sentimentos o que podemos concluir é que a intenção é muito boa, é começar bem, pois mostra a disposição de se dedicar ao relacionamento com uma pessoa. Se você acredita que se pode amar sem ser amado, pode concluir disso que o amor pode existir só, entre dois ele pode partir só de um. Como diz Rubem Alves: "Meu amor independe do que me fazes. Não cresce do que me dás. Se fosse assim ele flutuaria ao sabor dos teus gestos. Teria razões e explicações. Se um dia teus gestos de amante me faltassem, ele morreria como a flor arrancada da terra." O amor é incondicional, então não há promessa que garanta fidelidade, pois fidelidade é sentimento, não é abster-se de ficar com alguém por estar num outro relacionamento "oficial", mas, sim, não desejar ficar com outro alguém simplesmente porque com quem já se estar lhe basta como amante, essa é a verdadeira fidelidade. As juras e as promessas que inventamos servem como cabrejos para lhe darmos com a imprevisibilidade do futuro, são atitudes frágeis, elas nascem de nossa necessidade de segurança, do receio de sofrermos depois, mas o futuro é isso mesmo, a ansiedade surge exatamente disso, de nossa incapacidade de controlar o futuro. Mas o melhor que podemos fazer para justificarmos a vida é celebrarmos nossos sentimentos no hoje, afirmando cada momento para "que não seja imortal, posto que é chama, Mas que seja infinito enquanto dure".

É meu camarada..


"Não há mal pior
Do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa
É melhor que a solidão." 

Toquinho e Vinicius de Morais

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