19 de outubro de 2012

DORAVANTE

Agora, com fome e sede de viver, numero os dias que imagino faltarem. Tenho pressa - devoro todos os livros, escuto todas as músicas, vejo todos os filmes, recito todos os poemas, corro todas as maratonas. Penso que será melhor acabar a carreira cansado do que enfastiado ou amargurado.

Garimpo amigos com fome de vida. Tento encontrar gente que vive adiante do seu tempo - meu jeito de querer antecipar o futuro. Prometo ser amigo de quem eu possa despejar poesia, repartir anelos e, claro, sonhar sonhos impossíveis.

Pretendo nunca apequenar o mundo de ninguém. Voto não portar-me como vampiro. Sei que se repartir com dignidade bons sentimentos, eu também somarei alegrias. E assim, partilhando nossas biografias, jamais pensarei em outra coisa se senão viver e gerar vida.


Ricardo Gondim

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