23 de agosto de 2012

A ORIGEM DA LITURGIA PROTESTANTE

As reuniões da igreja primitiva eram marcadas pelo funcionamento de cada membro, numa participação espontânea, livre, vibrante e aberta. Era um encontro fluido, não um ritual estático. E era imprevisível, bem diferente do culto da igreja moderna.

A Missa Católica.

De onde vem então a liturgia do culto protestante? Ela tem suas raízes principais na Missa Católica. Segundo o historiador Will Durant, a Missa Católica foi “baseada em parte no culto do Templo judaico, em parte nos místicos rituais de purificação dos gregos”. Durant destaca que a Missa estava profundamente mergulhada tanto no pensamento mágico pagão como no drama grego. “A mente grega, moribunda, teve uma sobrevida na teologia e liturgia da igreja; o idioma grego, após reinar por séculos sobre a filosofia, chegou a ser o veículo da literatura e do ritual cristão; o misticismo grego foi passado adiante pelo impressionante misticismo da Missa”.

Os cristãos copiaram as vestimentas dos sacerdotes pagãos, o uso do incenso e da água benta nos ritos de purificação, a queima de velas durante a adoração, a arquitetura da basílica romana em seus edifícios de igreja, a lei romana como base da “lei canônica”, o título Pontifex Máximus (Sumo Pontífice) para o Bispo principal, e os rituais pagãos para a Missa Católica.

A contribuição de Lutero.

Em 1520 Lutero lançou uma violenta campanha contra a Missa Católica Romana. O ponto culminante da Missa sempre foi a Eucaristia, também conhecida como “Comunhão”, “Ceia do Senhor” ou “Santa Ceia”. Tudo é direcionado para o momento mágico em que o sacerdote parte o pão e o distribui para as pessoas. Desde Gregório o Grande (540-604) a igreja católica ensinava que Jesus Cristo é novamente sacrificado através da Eucaristia.
Em vez da Eucaristia, Lutero colocou a pregação no centro da reunião.
O erro cardeal da Missa, disse Lutero, era que esta foi uma “obra” humana baseada numa falsa compreensão do sacrifício de Cristo. Então, em 1523, Lutero enunciou sua própria revisão da Missa Católica, revisão essa que é o fundamento de toda adoração protestante. O núcleo dela é: em vez da Eucaristia, Lutero colocou a pregação no centro da reunião.

Por conseguinte, no culto de adoração dos protestantes modernos o púlpito é o elemento central e não a mesa do altar (onde se coloca a Eucaristia nas igrejas católicas). Para Lutero, “uma congregação cristã nunca deve reunir-se sem a pregação da Palavra de Deus e a oração, não importa quão exíguo seja o tempo da reunião. A pregação e o ensino da Palavra de Deus é a parte mais importante do culto divino”.

A noção de Lutero da pregação como ponto culminante do culto de adoração permanece até nossos dias. Todavia tal crença não tem nenhuma procedência bíblica. Como disse um historiador, “O púlpito é o trono do pastor protestante”. É por esta razão que os ministros protestantes ordenados são comumente chamados de “pregadores”.
“O púlpito é o trono do pastor protestante.”
Apesar dessas modificações, a liturgia de Lutero variava bem pouco da Missa Católica. Basicamente, Lutero reinterpretou muitos dos rituais da Missa, mas preservou o cerimonial, julgando-o apropriado. Ele manteve, por exemplo, o ato que marcava o ponto culminante da Missa Católica: quando o sacerdote levanta o pão e o cálice e os consagra.

Da mesma maneira, Lutero fez uma drástica cirurgia na oração Eucarística, mantendo apenas as “palavras sacramentais” de 1 Coríntios 11:23 em diante — “O Senhor Jesus na noite em que foi traído, tomou o pão… e disse ‘Tomai e comei, este é o meu Corpo’…” Até hoje os pastores protestantes recitam religiosamente este texto antes de ministrar a comunhão.
Lutero nunca abandonou a prática de ordenação do clero.
A Missa de Lutero manteve os mesmos problemas da Missa Católica: os paroquianos continuaram sendo espectadores passivos (com a exceção de poderem cantar), e toda liturgia era dirigida por um clérigo ordenado (o pastor tomando o lugar do sacerdote). Embora falasse muito sobre “sacerdócio de todos os crentes”, Lutero nunca abandonou a prática de ordenação do clero. Sob a influência de Lutero, o pastor protestante simplesmente substituiu o sacerdote católico.

A contribuição de Zwinglio.

Zwinglio (1484-1531), o reformador suíço, aos poucos introduziu sua própria reforma, que ajudou a desenhar a ordem de adoração de hoje. Ele substituiu a mesa do altar por algo chamado “mesa da comunhão”, onde se ministrava o pão e o vinho. Ele também ordenou que se levasse o pão e o vinho à congregação em seus bancos utilizando bandejas de madeira e taças.

Zwinglio também é nominado como o paladino da abordagem da Santa Ceia enquanto “memorial”. Este ponto de vista é apoiado pela corrente principal do protestantismo estadunidense. O pão e o vinho são meramente símbolos do corpo e do sangue de Cristo. Como Lutero, Zwinglio enfatizou a centralidade do sermão. Tanto que ele e seus colegas pregavam com a freqüência de um canal de notícias televisivo: catorze vezes por semana.

A contribuição de Calvino e Cia.

Os reformadores João Calvino da Alemanha (1509-1564), João Knox da Escócia (1513-1572), e Martin Bucer de Suíça (1491-1551) fizeram algumas modificações na liturgia de Lutero. A mais notável foi a coleta de dinheiro após o sermão. Como instrumentos musicais não são mencionados explicitamente no Novo Testamento, Calvino eliminou o órgão e os coros.

Como Lutero, Calvino enfatizou a centralidade da pregação durante o culto de adoração. Ele acreditava que cada crente tinha acesso a Deus através da Palavra pregada e não através da Eucaristia. Devido a seu gênio teológico, a pregação na igreja de Calvino em Gênova era intensamente teológica e acadêmica. Também era altamente individualista, característica que nunca foi eliminada no protestantismo.

A igreja de Calvino em Gênova foi o modelo para todas as igrejas reformadas. Isto explica o caráter intelectual da maioria das igrejas protestantes hoje, especialmente a Reformada e a Presbiteriana.
A característica mais nociva da liturgia de Calvino é a de fazer o culto ser dirigido de cima do púlpito. O cristianismo nunca se recuperou disso. Hoje, o pastor atua como mestre de cerimônias e diretor executivo do culto dominical.

Um costume adicional que os reformadores copiaram da Missa foi a prática do clero caminhar em direção a seu assento designado no princípio do culto enquanto a congregação ficava em pé, cantando. Essa prática teve início no século IV quando os bispos entravam magnificamente em suas basílicas, e foi por sua vez copiada diretamente do cerimonial da corte imperial pagã. É ainda observada em muitas igrejas protestantes.

A contribuição dos puritanos.

O abandono das vestes clericais, ídolos, ornamentos e o clero escrevendo seus próprios sermões (em vez de ler homilias) foi uma contribuição positiva que os puritanos (os calvinistas da Inglaterra) nos legaram.

A glorificação do sermão, no entanto, alcançou seu apogeu com os puritanos norte-americanos. Os residentes da Nova Inglaterra que faltavam ao culto eram multados ou presos no tronco.


As contribuições dos metodistas e do Evangelismo da Fronteira.


Os metodistas do século XVIII proporcionaram uma dimensão emocional à ordem de adoração protestante. A congregação foi convidada a cantar com força, vigor e fervor. Desta maneira, os metodistas foram os precursores dos pentecostais.
Os metodistas proporcionaram uma dimensão emocional à ordem de adoração protestante.
Os séculos XVIII e XIX trouxeram novidades para o protestantismo americano. Primeiramente, os evangelistas fronteiriços alteraram a meta da pregação. Sua meta exclusiva era agora a conversão de almas. Dentro da cabeça do evangelista, não havia outra coisa no plano de Deus a não ser a salvação. Esta ênfase teve sua origem na pregação inovadora de George Whitefield (1714-1770), o primeiro evangelista moderno a pregar ao povo ao ar livre. A noção popular de que “Deus ama você e tem um plano maravilhoso para sua vida” foi introduzida por Whitefield.

Em segundo lugar, a música do evangelho fronteiriço falava à alma e visava propiciar uma resposta emocional à mensagem da salvação. Todos os evangelistas famosos tinham músicos em sua equipe justamente para este propósito. A adoração passou a ser um espetáculo.

Seguindo a trilha dos revivalistas, o culto metodista passou a ser o meio para obter o fim. A finalidade do culto já não era mais a simples adoração a Deus: os crentes foram instruídos a ganhar novos crentes individuais. Os sermões abandonaram a temática da “vida real” para proclamar o evangelho ao perdido. Toda humanidade foi dividida em dois desesperados campos polarizados: perdido ou salvo, convertido ou incrédulo, regenerado ou condenado.
Os evangelistas fronteiriços alteraram a meta da pregação; sua meta exclusiva era agora a conversão de almas.
Em terceiro lugar, os metodistas e os evangelistas fronteiriços deram à luz o “apelo”, a prática de convidar pessoas que desejam orações a colocar-se de pé e vir à frente.

Tanto pecadores como santos carentes eram convidados a ir à frente para receber as orações do ministro. Charles Finney (1792-1872) convidava o pecador para ir à frente e ajoelhar-se diante da plataforma para receber a Cristo. Finney tornou esse método tão popular que “após 1835, chegou a ser um elemento indispensável no moderno revivamento”.

Além da popularização do apelo, também se atribui a Finney a invenção da prática de orar nominalmente pelas pessoas e mobilizar grupos de obreiros para fazer visitas nas casas.
A contribuição predominante de Finney ao cristianismo moderno foi o pragmatismo.
A contribuição predominante de Finney ao cristianismo moderno foi o pragmatismo – a crença de que se algo funciona ou dá resultados, deve ser apoiado ou aceito. Finney ensinava que o único propósito da pregação é ganhar almas; qualquer mecanismo que ajudasse atingir esta meta poderia ser aceito. O cristianismo moderno nunca se recuperou desta ideologia anti-espiritual.

A meta dos Evangelistas Fronteiriços era levar pecadores individualmente a uma decisão individual por uma fé individualista. Como resultado, a meta da Igreja Primitiva — a edificação mútua e o funcionamento de cada membro manifestando Jesus Cristo coletivamente diante dos principados e potestades — perdeu-se completamente.

O Evangelismo Fronteiriço americano converteu a igreja em um ponto de pregação, reduzindo a experiência da ekklesia a uma missão evangelística. Isto normatizou os métodos revivalísticos de Finney e criou personalidades do púlpito como a atração dominante.

A tremenda influência de D. L. Moody.

As sementes do “evangelho revivalista” foram espalhadas através do mundo ocidental pela influência de D. L. Moody (1837-1899). Moody inventou o solo após o sermão do pastor. O cântico de apelo era entoado por um solista até que George Beverly Shea sugeriu que fosse cantado pelo coral. Shea encorajou Billy Graham de utilizar um coral para cantar hinos como “Eu venho como estou” enquanto as pessoas iam à frente para aceitar a Cristo.

Moody deu-nos o testemunho porta em porta, os anúncios e as campanhas evangelísticas. Deu-nos o “cântico de evangelização” ou “hino evangelístico” e também popularizou o “cartão de decisão”, invenção de Absalom B. Earle (1812-1895).

Moody foi o primeiro a pedir ao que queria ser salvo para colocar-se em pé e deixar-se conduzir em uma “Oração do Pecador”. Cinqüenta anos depois, Billy Graham melhorou a técnica de Moody introduzindo a prática de pedir ao ouvinte para baixar a cabeça, fechar os olhos (“sem olhar nada em volta”), e levantar as mãos como resposta à mensagem salvadora.

Vale notar que Moody foi grandemente influenciado pelo ensino dos Irmãos Plymouth quanto à escatologia (final dos tempos), que pregava a vinda iminente de Cristo antes da grande tribulação. O pré-tribulacionismo deu origem à idéia de que os cristãos necessitam salvar muitas almas o mais rápido possível, antes do fim do mundo.

A contribuição pentecostal.

Inaugurado por volta de 1906, o movimento Pentecostal trouxe uma expressão mais emotiva através dos cânticos entoados pela congregação. Estes incluíam mãos levantadas, danças entre os bancos, bater palmas, falar em línguas e o uso de pandeiros.

Porém, suprimidas as características emotivas do culto pentecostal, sua liturgia é idêntica à batista. Um pentecostal tem apenas mais espaço para mover-se ao redor do seu assento.
Como em todas as igrejas protestantes, o sermão é o ponto culminante da reunião pentecostal. Todavia o pastor às vezes sentirá “o movimento do Espírito”. Nesse caso, ele adiará seu sermão para o próximo domingo, e a congregação cantará e orará durante o resto do culto.

A tradição pentecostal também deu-nos a música do solista e a música coral (muitas vezes descrita como “música especial”) que acompanha a oferta. Na mente do pentecostal, a adoração a Deus não é um assunto coletivo [o corpo da igreja], mas uma experiência individual [o membro da igreja]. Com a penetrante influência do movimento carismático, essa obsessão de adoração individualista infiltrou-se na grande maioria das tradições protestantes.


Muitos ajustes, nenhuma mudança vital.


Durante os últimos 500 anos, a ordem de adoração [liturgia] protestante permaneceu quase que praticamente inalterada. No fundo, todas as tradições protestantes partilham as mesmas características em sua liturgia: suas reuniões são celebradas e dirigidas por um clérigo, o sermão é a parte central, os membros são passivos e não tem permissão para ministrar.
São celebradas e dirigidas por um clérigo, o sermão é a parte central, os membros são passivos.
Os reformadores produziram uma tímida reforma da liturgia católica. Sua principal contribuição foi a mudança do enfoque central. Nas palavras de um erudito, “o catolicismo seguiu o caminho dos cultos pagãos, tomando o ritual como elemento central de suas atividades, enquanto que o protestantismo seguiu o caminho da sinagoga ao colocar o livro no centro de seus cultos”. Lamentavelmente, nem o catolicismo nem o Protestantismo tiveram êxito em colocar Jesus Cristo no centro de suas reuniões. Não é surpreendente o reformador ver a si mesmo como católico reformado.

É de lamentar-se que a liturgia protestante não tenha se originado com o Senhor Jesus, os Apóstolos, nem com as Escrituras do Novo Testamento.

A liturgia protestante reprime a participação mútua e o crescimento da comunidade cristã. O culto inteiro é dirigido por um homem. Onde está a liberdade para que Jesus fale através de Seu Corpo a qualquer momento? De que forma, na liturgia, Deus poderá dar a um irmão ou irmã uma palavra para compartilhar com toda congregação? A ordem de adoração não permite tal coisa. Jesus Cristo não tem a liberdade de expressar, através de Seu Corpo, Sua direção. Ele é mantido cativo por nossa liturgia. Ele mesmo é transformado em espectador passivo.

Finalmente, para muitos cristãos o culto dominical é extremamente enfadonho. É sempre a mesma ladainha sem nenhuma espontaneidade. É altamente previsível, bem superficial, e completamente mecânico. Há pouco ar fresco ou inovação.

Igrejas atentas ao seu “índice de audiência” tem reconhecido a natureza estéril do culto moderno. Contudo, apesar do entretenimento, até mesmo o movimento das igrejas que atuam em função de seus “indicadores” não conseguiu livrar-se da pró-forma litúrgica protestante, imóvel, sem imaginação, sem criatividade, inflexível, ritualista, sem sentido.

O culto, portanto, continua cativo pelo pastor; o tripé “sermão, hino, apelo” permanece intacto; e a congregação prossegue na condição de espectadora muda (só que agora está mais entretida nesta condição).

A liturgia protestante que você assiste (ou agüenta) a cada domingo, ano após ano, dificulta a transformação espiritual. Isto porque essa forma de culto: 1) estimula a passividade, 2) limita o funcionamento, e 3) implica que investir uma hora por semana é o segredo da vida cristã vitoriosa.
O cristianismo primitivo era informal e livre de rituais.
O fato é que a liturgia protestante é antibíblica, impraticável e antiespiritual. Não há nada semelhante a isso no Novo Testamento. A liturgia contemporânea dilacera o coração do cristianismo primitivo, que era informal e livre de rituais.

Reuniões [como as da igreja primitiva] são marcadas por uma incrível variedade. Não são ligadas a um homem, nem a um modelo de adoração dominada pelo púlpito. Há espontaneidade, criatividade e frescor.

O Novo Testamento não silencia com respeito a como nós, cristãos, devemos nos reunir. Devemos continuar a arruinar o funcionamento da direção de Cristo defendendo as tradições do homem?

Ficar dramaticamente longe deste ritual dominical é a única maneira de descongelar o povo de Deus.

Versão condensada do primeiro capítulo de Cristianismo Pagão, do maluco Frank Viola. Leia o livro completo aqui(o servidor é o geocities, fica temporariamente fora do ar se o limite de acessos for ultrapassado), ou baixe o arquivo PDF. A tradução é de Railton de Sousa Guedes.


Paulo Brabo

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12 de agosto de 2012

PRA QUE SERVEM OS HOMENS

Uma pesquisa recente compilou dados sobre os estereótipos que as pessoas desenvolvem a respeito de homens e mulheres, revelando uma tendência que recebeu o nome de efeito MSM (“Mulheres São Maravilhosas”): tanto homens quanto mulheres tem uma visão mais favorável a respeito das mulheres do que a respeito dos homens. Quase todo mundo gosta mais de mulheres do que de homens. Eu sem dúvida sou um desses.

Porém, ao invés de ver a cultura como um patriarcado, isto é, uma conspiração de homens para explorar as mulheres, creio que é mais acurado dizer que uma cultura (por exemplo, um país ou uma religião) é um sistema abstrato que compete contra sistemas rivais – usando tanto homens quanto mulheres para avançar a sua causa.

Quando digo que estou pesquisando sobre as formas como a cultura explora os homens, a primeira reação das pessoas é dizer: “Como você pode dizer que a cultura explora os homens, se os homens estão no controle de tudo? A maior parte dos governantes mundiais e executivos de corporações são homens.” O erro desse modo de pensar é que ele olha apenas para o topo. Se olharmos para a porção inferior da sociedade, veremos que ali também há mais homens do que mulheres. Quem está nas prisões do mundo, seja como criminosos ou prisioneiros políticos? Quem são os sem-teto? Quem a sociedade usa para desempenhar atividades insalubres ou perigosas? Quem é morto nas guerras? Basicamente, homens.

A maior parte das culturas tende a usar homens ao invés de mulheres para tarefas de alto risco e elevado retorno, e quero apresentar razões práticas para que seja assim. A maior parte das culturas protege as mulheres do risco, e por isso não concede a elas grandes recompensas. Não estou dizendo que seja eticamente certo agir assim, mas culturas não são entidades éticas; fazem o que fazem a fim de competir com outros sistemas e outros grupos.
Descendemos de mulheres que não se arriscaram e de homens que assumiram riscos.
Levantou-se uma grande controvérsia quando Larry Summers, na época presidente da universidade de Harvard, opinou que talvez não fosse o preconceito que levasse a haver menos mulheres do que homens em lugares de destaque no cenário científico; talvez, sugeriu ele, a razão fosse simplesmente o fato de haver mais homens inteligentes do que mulheres. Ele teve de pedir desculpas, de se retratar e finalmente de abandonar o cargo, porque hoje em dia a única explicação permitida para a falta de mulheres de destaque no campo da ciência é o patriarcado, a conspiração dos homens contra as mulheres, não a habilidade inata.

Na média os homens são precisamente tão inteligentes quanto as mulheres, mas não foi isso que Sander disse. Ele opinou que há mais homens inteligentes do que mulheres, o que não altera a média se ficar provado – como demonstram também as estatísticas – que há mais homens na porção inferior da escala, ou seja, há mais homens realmente estúpidos do que mulheres. Confirmam todas as evidências que o padrão de retardamento mental é o mesmo da genialidade: há mais homens do que mulheres nesses dois extremos, e creio que a razão para que seja assim é biológica e genética. A natureza arrisca mais com os homens do que com as mulheres, mesmo em coisas como altura. Homens tendem aos extremos mais do que as mulheres.

Você quer pensar que os homens são melhores do que as mulheres? Olhe para o topo, para os heróis, os inventores, os filantropos. Quer pensar que as mulheres são melhores do que os homens? Olhe para baixo, para os criminosos, os drogados, os perdedores. 

As principais teorias sustentadas sobre a diferença entre os sexos são três: [1] os homens são melhores, [2] não existe diferença, e [3] as mulheres são melhores. Quero propor uma teoria alternativa: sustento que a seleção natural preserva diferenças inatas entre homens e mulheres desde que essas características se mostrem benéficas em circunstâncias diferentes ou para diferentes tarefas. Talvez homens e mulheres sejam diferentes, mas cada vantagem pode estar associada a uma desvantagem.

Além disso, creio que as diferenças entre homens e mulheres digam mais respeito a motivação do que habilidade. Tavez as mulheres sejam capazes de fazer precisamente as mesmas coisas que os homens, mas simplesmente não tenham vontade. Homens e mulheres tem comprovadamente a mesma “habilidade” para o sexo, mas homens são mais obcecados por sexo do que mulheres. Da mesma forma, salários maiores vem para quem trabalha mais horas por semana, e a maior parte dos viciados em trabalho são homens. A criatividade talvez seja outro exemplo de diferença de motivação. Todos os estudos comprovam que mulheres são tão criativas quanto os homens, mas os grandes artistas e criadores são em geral do sexo masculino.

Quais são as diferenças de motivação entre homens e mulheres? Quero enfatizar duas.

Risco e retorno

A primeira diferença diz respeito a uma questão que é raramente levada em conta: que percentagem de nossos ancestrais eram mulheres? Qual a percentagem de gente que já viveu e tem um descendente vivo hoje? A resposta não é 50%. Toda criança tem um pai e uma mãe, mas alguns pais têm mais de um filho.

Dois anos atrás uma pesquisa utilizando análise de DNA revelou que a população humana de hoje descende de duas vezes mais mulheres do que homens. Na história da humanidade cerca de 80% das mulheres, mas apenas 40% dos homens, se reproduziram.

Esse comportamento reprodutivo pode ser explicado pela teoria da evolução. Ao longo da história, as chances de reprodução para as mulheres mantiveram-se definitivamente boas. Por que foi tão raro que cem mulheres se reunissem e construíssem um navio e se lançassem ao mar para explorar regiões desconhecidas, enquanto para os homens foi razoalvemente comum realizarem coisas assim? O fato é que assumir riscos como esses seria estúpido da perspectiva de um organismo biológico buscando se reproduzir. Elas podiam se afogar, ser mortas por selvagens, ou pegar alguma doença. Para uma mulher, a coisa ótima a se fazer é ficar na sua, seguir com a corrente, não arriscar. As chances são boas de que apareçam homens dispostos a fazer sexo e você poderá ter filhos. O que importa é fazer a escolha correta. Descendemos de mulheres que não se arriscaram.

Para os homens, as coisas foram sempre radicalmente diferentes. Se você seguir a corrente e não se arriscar, as chances são que você vai acabar não tendo filhos. A maior parte dos homens que já viveu não tem descendentes vivos hoje em dia. Por essa razão era necessário assumir riscos, tentar coisas novas, ser criativo, explorar novas possibilidades. Navegar para o desconhecido pode ser arriscado, mas se você ficar em casa não vai de qualquer modo se reproduzir. A maior parte de nós descende do tipo de homens que fez a viagem arriscada e voltou rico. Nesse caso ele teria uma chance de passar adiante os seus genes. Descendemos de homens que assumiram riscos (e tiveram sorte).

Coisas como ambição, criatividade e obsessão por sexo provavelmente importavam mais para o sucesso masculino (medido em número de filhos) do que para a mulher.

Quando olho ao redor para homens e mulheres, não tenho como escapar da impressão de que as mulheres são simplesmente mais agradáveis e amáveis do que os homens (isso explica o efeito MSM, mencionado antes). Os homens podem querer ser amáveis, e podem fazer com que mulheres os amem (portanto a habilidade está lá), mas homens tem outras prioridades, outras motivações. Para as mulheres, ser amável era a chave para atrair o melhor parceiro. Para os homens, no entanto, a questão era mais de superar outros homens para chegar a ter a chance de obter uma parceira.

Talvez a natureza tenha projetado as mulheres para buscarem serem amáveis, enquanto os homens foram projetados para correrem (na maioria das vezes sem sucesso) atrás da grandeza.
 Para os homens, valeu a pena. Estima-se que Genghis Khan, que assumiu grandes riscos e conquistou a maior parte do mundo conhecido, tenha tido mais de mil filhos. Mulher alguma, mesmo que tivesse conquistado o dobro de território de Khan, poderia ter tido mil filhos. Correr atrás da grandeza não oferecia à mulher retorno biológico algum. Por definição são poucos os homens que conseguem se alçar à grandeza, mas para esses os ganhos se mostraram reais.

Sociável com quem

Dez anos atrás um estudo propunha a tese de que as mulheres são mais sociáveis do que os homens, visto que os homens são mais agressivos, e a agressividade coloca em risco os relacionamentos. Escrevi uma resposta argumentando que há duas maneiras de ser sociável. Na psicologia social tendemos a enfatizar relacionamentos próximos, relações íntimas, e talvez nesses as mulheres sejam de fato melhores do que os homens. Mas os homens podem também ser considerados sociáveis em termos de terem grandes redes de relacionamentos superficiais; talvez nesse campo os homens sejam mais sociáveis do que as mulheres.

Costumamos dizer que ter uns poucos amigos íntimos é melhor do que se ter um grande número de conhecidos, mas uma grande rede de relacionamentos pouco profundos pode ser importante também.
 Não devemos ver os homens como seres humanos de segunda classe apenas porque eles se especializam na forma de relacionamento menos importante e menos satisfatória.
Reexaminemos a evidência. Está certo, as mulheres são menos agressivas do que os homens, mas será porque as mulheres não querem colocar em risco o relacionamento? Acontece que, em relacionamentos íntimos, as mulheres são bastante agressivas, sendo que a maior parte das violências domésticas é iniciada pela mulher. A diferença está em que as mulheres não são violentas com estranhos. As chances de uma mulher acabar se envolvendo com outra numa briga de faca numa saída ao shopping são pequenas. As mulheres não se envolvem em violência nessa rede mais ampla de relacionamentos, mas os homens sim, porque para eles essa rede é mais importante. Da mesma forma, os homens mostram-se mais dispostos a ajudar os amigos do que as mulheres, enquanto as mulheres mostram-se mais dispostas a oferecer ajuda dentro de casa.

As mulheres tendem a ser ao mesmo tempo mais solícitas e mais agressivas na esfera dos relacionamentos íntimos, porque é com isso que se importam. Em contraste, os homens importam-se com a rede mais ampla de relacionamentos superficiais, por isso mostram-se bastante solícitos e violentos no âmbito dela.

Estudos feitos em jardins da infância comprovam essa tendência. Se duas meninas estão brincando e os pesquisadores trazem uma terceira, as duas meninas oferecem resistência para aceitá-la, enquanto que dois meninos aceitarão de bom grado que um terceiro se junte à brincadeira. Ou seja, as meninas preferem a conexão um-a-um, enquanto os meninos sentem-se atraídos por grupos maiores e redes mais amplas. As mulheres especializam-se na esfera estreita dos relacionamentos íntimos. Os homens especializam-se no grupo mais amplo.

Importantes diferenças de personalidade originam-se dessa diferença no tipo de relacionamento que interessa homens e mulheres.

É lugar comum, por exemplo, dizer que as mulheres sabem expressar suas emoções melhor do que os homens. Isso se explica: num relacionamento íntimo, em que a comunicação é fundamental, pode ser vantajoso ser capaz de expressar o que se está sentindo, mas num grupo maior, em que você pode ter rivais ou inimigos, pode ser arriscado deixar transparecer as suas emoções.

Numa distribuição de recursos, as mulheres tendem a defender que todos os envolvidos recebam a mesma parcela de um montante, enquanto os homens tendem a defender que quem trabalhou mais deve receber mais. A solução masculina está melhor adaptada a grandes grupos, enquanto a solução feminina está melhor adaptada para pares íntimos.

Há também a noção de que os homens são mais competitivos e as mulheres mais cooperativas – e, naturalmente, a cooperação é muito mais útil do que a competição para relacionamentos íntimos. Já em grandes grupos chegar ao topo pode ser fundamental. Não esqueça que a maior parte dos homens não se reproduz, e descendemos de homens que chegaram ao topo. Para as mulheres não foi assim.

Como a cultura usa os homens

O feminismo ensinou-nos a ver a cultura como uma questão de homens contra mulheres. Penso que a evidência indica que a cultura surgiu de homens e mulheres trabalhando juntos, mas trabalhando contra outros grupos de homens e mulheres. A cultura pode ser vista como uma estratégia biológica, o passo seguinte na linha evolutiva que tornou os animais sociais.

A cultura depende do ganho sistêmico, da sinergia, da formação de um todo maior que a somatória das partes. Apenas sistemas maiores são capazes de prover isso. Um relacionamento entre duas pessoas pouco pode fazer em termos de divisão de trabalho e compartilhamento de informações, mas um grupo de 20 pessoas pode fazer muito mais.

Como resultado, a cultura surgiu essencialmente no modo de relacionamento social favorecido pelos homens. As mulheres favorecem relacionamentos íntimos, que são mais importantes para a sobrevivência da espécie. A rede mais ampla de relacionamentos superficiais não é vital para a sobrevivência, mas é vital para o desenvolvimento da cultura.

Não é o caso que em algum momento da História os homens tenham escanteado as mulheres. O que aconteceu foi que a esfera das mulheres se manteve essencialmente a mesma, enquanto que a esfera dos homens, dos relacionamentos mais superficiais, foi vagarosamente se beneficiando com o progresso da cultura.

Eis porque a religião, a literatura, a arte, a ciência, a tecnologia, a ação militar, os mercados, a organização política e a medicina emegiram primariamente da esfera masculina. A esfera feminina não produziu essas coisas, embora tenha feito coisas valiosas, como tomar conta da geração seguinte para que a espécie continuasse a existir.

A diferença não se origina no fato dos homens terem mais habilidades ou talentos, mas na natureza de seus relacionamentos sociais. A esfera das mulheres organizava-se na base dos relacionamentos íntimos, um-a-um, que são favorecidos pelas mulheres. Tratam-se de relacionamentos vitais e profundamente satisfatórios, que contribuem vitalmente para a saúde e para a sobrevivência. Os homens, por outro lado, favoreceram as redes mais amplas de relacionamentos superficiais, que são menos satisfatórios e emocionalmente compensadores, mas formam uma base mais fértil para a emergência da cultura.

Coisas como arte, literatura e ciência são opcionais, sendo que as mulheres estavam fazendo o que era vital para a sobrevivência da espécie. A cultura, no entanto, tem um tremendo potencial de tornar a vida melhor, e desenvolve-se com mais eficácia em cadeias de relacionamento mais amplas e menos exigentes, terreno tradicionalmente masculino.

A cultura conta com os homens para criar as grandes estruturas sociais que a compõem. Isso provavelmente tem menos a ver com uma conspiração patriarcal para oprimir as mulheres do que com o fato de que os homens demonstram mais interesse do que as mulheres em formar grandes grupos, trabalhar com eles e chegar ao seu topo.
Outro modo pela qual a cultura usa o homem é naquilo que chamo de descartabilidade masculina. Por que motivo, num acidente ou emergência, convenciona-se que “mulheres e crianças” têm preferência para serem resgatados, em detrimento dos homens?
Há normalmente um excedente de pênis.
Penso que haja razões biológicas para que seja assim. Na competição entre culturas, um grupo maior tem maiores chances de vencer um grupo menor. É por essa razão que a maior parte das culturas tem promovido o crescimento númerico, que depende das mulheres. Para maximizar a reprodução uma cultura precisa de todos os úteros de que puder dispor, mas basta uns poucos pênis para fazer o serviço. Há normalmente um excedente de pênis. Se uma geração perder metade dos seus homens, a geração seguinte poderá ainda assim chegar ao tamanho da anterior. Se perder metade das suas mulheres, o tamanho da geração seguinte estará gravemente prejudicado. É por isso que a maior parte das culturas mantém as mulheres fora de perigo e coloca os homens para fazer o serviço arriscado.

Outra base do caráter descartável do homem está embutida nos diferentes modos de ser sociável. Num relacionamento íntimo, um-a-um, nenhuma das partes pode ser de fato substituída em caso de uma perda. Grandes grupos, por outro lado (digamos, empresas) podem substituir e de fato substituem quem acham por bem. Dessa forma, os homens criam redes sociais onde os indivíduos são descartáveis e podem ser substituídos. As mulheres favorecem relacionamentos em que cada pessoa é preciosa e não pode ser verdadeiramente substituída.

Seja homem

Na maior parte das culturas toda pessoa adulta do sexo feminino merece o título de mulher e é respeitada intrinsecamente como tal, mas muitas culturas não concedem essa honra aos homens até que demonstrem o seu valor. Alguns estudos sociológicos têm enfatizado que, culturalmente falando, ser homem é produzir mais do que você consome. Quer dizer, espera-se dos homens, em primeiro lugar, que provejam o seu próprio sustento; se outra pessoa o sustenta, você não chega a ser homem. Em segundo lugar, o homem deve ser capaz de gerar riqueza adicional de modo a ser capaz de beneficiar a outros – esposa, filhos, outros dependentes ou subordinandos – além de si mesmo. Você não é homem de verdade até ter chegado nesse estágio.

Não creio que seja mais difícil ser homem do que mulher, mas é preciso lembrar que a cultura explora o homem de modos muito específicos. Um desses é requerer que o homem mostre-se merecedor de respeito produzindo valor de modo a prover sustento para si mesmo e para outros. As mulheres não têm de enfrentar esse desafio em particular.

Essas exigências contribuem na formação de muitos dos padrões comportamentais masculinos. A ambição, a competição e a busca pela grandeza talvez estejam ligados ao requerimento dessa luta por respeito. Grupos compostos exclusivamente por homens são marcados por zombarias e outras práticas denigridoras de modo a lembrar a todos que NÃO HÁ respeito suficiente para todo mundo, porque essa consciência pode motivar cada homem a esforçar-se mais a fim de angariar respeito para si. Essa mostrou ser uma grande fonte de fricção quando as mulheres adentraram o mercado de trabalho; as organizações tiveram de mudar suas políticas de modo a que todos fossem considerados dignos de respeito. Originalmente, por serem compostas apenas de homens, as organizações não haviam sido projetadas para serem assim.

O ego masculino, com sua preocupação em provar a si mesmo e competir com os outros, parece ter sido projetado para agüentar os sistemas em que há escassez de respeito e você tem de trabalhar duro para conseguir algum – ou será fatalmente exposto a humilhação.

Conclusão

Uma cultura usa tanto homens quanto mulheres, mas a maior parte das culturas usa-os de modos diferentes. A maior parte das culturas vê homens individuais como mais descartáveis do que mulheres individuais, e essa diferença tem provavelmente origem biológica.

Os homens tendem aos extremos mais do que as mulheres, e isso se encaixa no modo como a cultura faz uso deles, incitando-os a tentarem todo tipo de coisas diferentes, recompensando os vencedores e esmagando impiedosamente os perdedores.
O modo como uma cultura usa o homem depende de uma insegurança social crônica.
A cultura não é uma questão de homens contra mulheres. Em grande parte, o progresso cultural emergiu de grupos de homens trabalhando com e contra outros grupos de homens. Enquanto as mulheres se concentraram em relacionamentos íntimos que permitiram que a espécie sobrevivesse, os homens criaram as grandes redes de relacionamentos superficiais, menos necessários para a sobrevivência mas que acabaram permitindo o desenvolvimento da cultura. Os homens criaram as grandes estruturas sociais que compõem a sociedade e ainda são em grande parte responsáveis por elas, embora vejamos agora que as mulheres podem ter desempenho tão bem quanto eles dentro desses grandes sistemas.

O que parece funcionar melhor para as culturas é jogar os homens uns contra os outros, competindo por respeito e outras recompensas que acabam distribuídas de modo bastante desigual. Requer-se dos homens que provem o seu valor produzindo coisas que a sociedade valoriza. Eles tem de vencer tanto rivais quanto inimigos em competições culturais, provável motivo pelo qual não são tão amáveis quanto as mulheres.

O modo como uma cultura usa o homem depende de uma insegurança social crônica – insegurança que é, na verdade, social, existencial e biológica. Embutido no papel do homem está o perigo de não ser bom o bastante para ser aceito e respeitado e até mesmo o perigo de não ter um desempenho bom o bastante para gerar descendentes. Essa insegurança social essencial é fonte de stress para o homem, e não de admirar que tantos homens entrem em colapso ou façam coisas terríveis ou heróicas ou morram mais jovens do que as mulheres. Essa insegurança, no entanto, é util e produtiva para a cultura, para o sistema.

Não estou dizendo que é certo ou ético ou adequado que seja assim. Mas tem funcionado. As culturas que usam essa fórmula têm se mostrado bem sucedidas, e é uma das razões pelas quais venceram suas rivais.

Versão condensada de Is There Anything Good About Men?, de Roy F. Baumeister, Eppes Eminent Professor of Psychology & Head of Social Psychology Area, Florida State University, Tallahassee, FL


Palestra concedida à Associação de Psicologia Norte-Americana, 2007



Paulo Brabo

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