30 de junho de 2012

CONEXÕES IMPERFEITAS

Mas na meia-idade, quando nossa mãe e nosso pai começam a ficar doentes, podemos rever aqueles... termos de afeição. Pois, agora, o mundo pertence à nossa geração - não à deles -, e vemos como era pouco o poder que possuíam: não conseguiam nos amar com perfeição. Não nos compreendiam completamente. Não nos protegiam da dor e da solidão - e da morte. Vemos que eles tinham pouco poder, e nós agora, também, para construir pontes resistentes por sobre os abismos que nos separam. Abandonando nossas vãs expectativas, como pais e filhos, esposos e amigos, aprendemos a agradecer até pelas conexões imperfeitas.


Judith Viorst (Perdas Necessárias; págs: 239 e 240)

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