30 de junho de 2012

MORTE É MORTE

Sua lógica, amigo, é perfeita,
Sua moral, tristemente verdadeira;
Mas desde que a terra se fechou sobre o caixão dela,
É isso que eu ouço, não o que você diz.

Console-me, se quiser, posso suportar,
É uma esmola bem-intencionada de palavras;
Mas nem todos os sermões, desde Adão,
Fazem a Morte ser diferente da Morte.


Judith Viorst (Perdas Necessárias; pág: 246)

CONEXÕES IMPERFEITAS

Mas na meia-idade, quando nossa mãe e nosso pai começam a ficar doentes, podemos rever aqueles... termos de afeição. Pois, agora, o mundo pertence à nossa geração - não à deles -, e vemos como era pouco o poder que possuíam: não conseguiam nos amar com perfeição. Não nos compreendiam completamente. Não nos protegiam da dor e da solidão - e da morte. Vemos que eles tinham pouco poder, e nós agora, também, para construir pontes resistentes por sobre os abismos que nos separam. Abandonando nossas vãs expectativas, como pais e filhos, esposos e amigos, aprendemos a agradecer até pelas conexões imperfeitas.


Judith Viorst (Perdas Necessárias; págs: 239 e 240)

A AULA DA INQUIETAÇÃO COM MIGUEL NICOLELIS