23 de julho de 2011

PRÓLOGO

Por: Diego Cosmo

Luzes ao final do túnel da terra são o que todos procuram ver além na vida, em determinada altura, há um convite da consciência para construírem um futuro mais significativo, nesses sempre há um motivo que os impulsionam de vez por esse caminho, para esse sonho, essa empreitada no qual a esperança se sustenta. Por aí só se aventuram os que têm coragem de assumir sua verdade, o que encontraram de si no universo e de encarar a realidade da forma que é, imprevisível, crua, lamentável para alguns, agonizante para outros. Em contrapartida aprende-se a vê-la pelo lado invisível, o lado manso, saboroso e amoroso. Quando aprendemos a educar nossos sentidos, descartando a lógica de que a carne deve ser reprimida, o que acaba por levar as pessoas a pensarem muito na vida além da terra, cegando-as para questões terrena que é aonde, de fato, pisamos. Nos educando para a vida, passamos a sentir o fluir das coisas em uma dimensão mais profunda. A trilha que nos faz sermos pessoas bem sucedidas ou, em outras palavras, pessoas mais humanas é um caminho sem volta, basta a primeira doce de desilusão para a curiosidade se tornar uma bola de neve, você se sente um iniciante num mundo em que na verdade sempre esteve presente. Parece paradoxo mas podemos nascer novamente ou vocês acham que viver é só estar presente no mundo?

Nas ruas sempre me deparava com quadros que me deixavam com a pesada sensação de que tinha algo errado com os olhos de todo mundo. Acabei me metendo, a princípio sem saber no que poderia dar, num caminho que vai contra toda uma lógica, precisamente, de um conceito religioso que fazia até das mais miseráveis condições humanas algo com sentido, felizmente ou infelizmente o pacote de valores que a igreja me ofereceu estava com o prazo de validade vencido. Para os que querem ter um mundo bonitinho e sob controle, não há como assumirem que nem tudo tem sentido, creio que inevitavelmente vocês se voltarão para questões que realmente importam ao assim fazerem, questões que tem ligação com a vida. Viver em gaiolas é seguro mas contradiz nossa essência de voarmos em pensamentos, viver absurdamente "seguro" assim é nos rebelar contra nossa natureza. Viver engaiolado deve ser confortável e por isso dá sono. Não é preciso formalidades para mudanças, a mudança pode ser agora. O depois é um futuro muito distante.

Quando acontece esse choque revolucionário contra o paradigma que sempre se esteve envolvido simplesmente as coisas mudam, a imago dei - imagem de Deus, se revela ainda viva. Mas o mundo do jeito que se encontra, não é fácil agir da forma como basicamente nascemos para ser - patrocinadores dos valores de caráter amoroso. O sistema nunca exigirá humanidade de ninguém.

Renascendo ou nos reinventando sempre seremos andarilhos de primeira viagem, portanto também cuidemos de ser como os que realmente viajam pela primeira vez. Daquele tipo que apesar dos problemas em casa com a família ou dos acontecimentos desagradáveis que surgem quando menos esperamos, consegue chegar ainda a ficar com dor no pescoço de tanto se deleitar na paisagem a sua volta, pois de fato o horizonte é magnífico. E esse horizonte utópico que mesmo nós não o vendo em sua totalidade vale a pena vê-lo, acreditar nele é o suficiente para nos fazer viver em plenitude divina.

2 comentários:

Wendel Cavalcante disse...

Beleza, Diego!
Uma honra caminhar à pé ao seu lado por esse Cosmo!!!! heheheheh!!!

Abração!

www.estradasou.blogspot.com

Diego Cosmo disse...

Grande Wendel! escutar isso de vc é uma grande satisfação! xD

abracion!!