22 de fevereiro de 2011

MÁSCARAS


Na verdade, acho que todo mundo cresce construindo uma identidade falsa a respeito de si mesmo. Desde a infância, quando sofremos as projeções dos pais e da família, passando pela adolescência, período em que precisamos encontrar um jeito de ser aceitos e admirados pela turma, chegando à fase de definição de carreira e casamento, até este mundo de fachada, cuja moeda mais valorizada é a imagem e onde ninguém vale mais do que aquilo que aparenta. Aos poucos, vai deixando de ser importante o que de fato somos para que entre em cena algo em que nos tornamos por escolha própria ou pressão de outros. A menina que disputava o amor do pai e o menino que disputava o amor da musa da escola crescem e se tornam a executiva que disputa a admiração do seu homem e o empresário que quer provar para todo mundo que é melhor do que o irmão dele, sim. A maioria das pessoas funcionam num ciclo de retroalimentação dessa loucura coletiva de identidades de mentirinhas e infelicidades crônicas. Ninguém se atreve a tirar as máscaras. E muito menos a denunciar as máscaras dos outros.

Ed René Kivitz (Outra Espiritualidade; págs: 59 e 60)


Um patife não ri da mesma maneira que um homem honesto, um hipócrita não chora as mesmas lágrimas que um homem de boa-fé. Toda falsidade é uma máscara, e por mais bem-feita tal máscara, sempre conseguimos, com um pouco de atenção, diferenciá-la do semblante verdadeiro.

Alexandre Dumas (Os Três Mosqueteiros; pág: 271)

4 comentários:

Camila disse...

Pesado! Mas faz sentido...Freud explica! A gnt passa a vida inteira tentando se identificar com algo/alguém, na busca do EU. Isso é a cara do existencialismo. Na verdade, pra mim, não tem como a gente se conhecer sem conhecer o Criador...;p

Natalia Oliveira disse...

Concordo, mesmo na fase da infância e inicio da adolescência, que é meio que inconsciente, como até o ditado diz: "somos o produto do meio", o q os nossos pais transmitem pra nós iremos absorver. Se torna mais consciente da adolescência pra fase adulta, que é quando queremos ser o "produto do meio", como uma opção.
Daí optarmos em buscar a identidade que Cristo nos entregou.

Facundo disse...

Muito massa esse fragmento do livro do Ed Rene... Vou procurar esse livro!
Grande abraço cara!

hugobenjamim disse...

Concordo.
Por isso que escrevo a vontade de Hugo Benjamim porque o Hugo Benjamim é um personagem... real.

Mas... quando se usa por tanto tempo uma mascara, ela já fica fazendo parte da personalidade e identidade da pessoa.

Ou não?!