22 de fevereiro de 2010

SER OU NÃO SER?


Quando é que alguém era ele próprio? Quando era como sempre costumava ser? Ou como era quando a lava incandescente dos pensamentos e dos sentimentos enterrava todas as mentiras, as máscaras e as autoilusões? Frequentemente eram os outros que se queixavam que alguém deixou de ser ele próprio. Talvez isso significasse, na verdade: ele não é mais como nós gostaríamos que fosse. No fim das contas, tudo não seria simplesmente uma espécie de grito de guerra contra a ameaça de um abalo daquilo que é habitual, mascarado de interesse e preocupação pelo bem do outro?


Pascal Mercier (Trem Noturno Para Lisboa; pág: 435)

2 comentários:

Nydia Bonetti disse...

... "Eu prefiro ser, esta metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo" ...

Agradeço a visita Diego. Namastê.

Diego Cosmo disse...

é... ter a velha opinião formada sobre tudo, como um robô programado para aceitar tudo q lhe é imposto, é não existir...