6 de novembro de 2008

POEMA DO HOMEM



Bendita a primavera da vida, breve,
Cujo sopro tudo atravessa!
A forma desaparece
Enquanto o ser para a vida desperta.
Gerações se sucedem
No esforço de evoluir;
Espécie produz espécie,
Em tempos que não têm fim;
Mundos inteiros se erguem e declinam!
Mergulha nos encantos da vida, ó flor,
Na ourela da primavera;
Louvando a bondade do Eterno,
Aproveita a tua curta existência.
Também o teu óbolo;
Breve e hesitante,
Sopra, o quanto agüentares,
A tua parcela de vida ao dia eterno


Bjornstjerne Bjornson